Moradores de rua sofrem com o cenário pós-pandemia em São Vicente
Atualizado: 26 de ago. de 2025

Foto: Alex Bruno
Durante a pandemia, a fragilidade de empregos fixos ou carteira assinada empurrou a população vulnerável para níveis abaixo da linha da pobreza. Este período ocasionou um aumento de 30% das pessoas em situação de rua em São Vicente, que sofrem com o frio, a fome e a falta de moradia. Luiza (nome fictício) de 65 anos vive em situação de rua há 5 anos. Apesar de ter tido a ajuda da Prefeitura de São Vicente para voltar a Pernambuco, em busca da aposentadoria. Como não obteve sucesso, retornou para a cidade, mas não aos abrigos municipais. Luiza continuou morando na rua. “Eu não aguento dormir num canto, eu quero trabalhar, não me prender num buraco”. A pernambucana é um exemplo das pessoas em situação de rua que continuam pelas calçadas de São Vicente mesmo depois da pandemia.
O Coordenador do Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP), Felipe Galvão, observou uma mudança drástica no perfil daqueles que vão ao equipamento procurar por ajuda.
Fora o aumento sazonal, cerca de 15% a 20%, nos dias de hoje é notório o número de pessoas que ainda estão em situação de vulnerabilidade, sem conseguir se auto sustentar, pelo reflexo instabilidade de trabalhos gerada durante a pandemia. “A pandemia fragilizou as relações de emprego que já eram ruim”.

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