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Crossfit feminino ganha força na Baixada Santista

28 de nov. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 2 de mai. de 2024

“As mulheres estão ganhando cada vez mais voz e eu acho que isso é muito importante porque muitas pessoas acabam menosprezando a gente pelo fato de ser mulher”. A afirmativa é da coach e atleta Isabella Martins, de 26 anos, que pratica crossfit há 3 anos e meio, começou no esporte pelo incentivo de seu professor.


Na época, mesmo pegando o último lugar, se apaixonou pela modalidade. Desde então começou a se dedicar cada vez mais. Neste ano, subiu ao pódio por 5 vezes competindo na categoria RX. “No dia a dia é possível uma mulher chegar numa carga de homem principalmente porque eu acho que mulher acaba sendo mais dedicada aos treinos, à rotina e alimentação, do que homem”.


A atleta sonha em ser dona do próprio negócio, abrir seu box, mas não quer abandonar as competições. Ela diz que vive um dia de cada vez, se dedica para melhorar sua performance e evoluir visando campeonatos estaduais e mundiais.


Dificuldade de reconhecimento, falta de patrocínio e subestimadas por sua força, as mulheres travam uma luta diária por reconhecimento no Crossfit mesmo com o aumento da procura pelo esporte. “Resumidamente pra mim é motivação, é entusiasmo, é superação”. Giovanna Padovani, de 22 anos, conheceu o crossfit durante sua graduação em Educação Física. A coach, agora formada, segue atuando na área, em um caminho escolhido por poucos: atua como judge (juíza) em competições. "Quando tá em campeonato que o pessoal não imagina o tanto que aquela mulher pode fazer. O povo ainda fica impressionado”.


Recentemente, Giovanna sofreu ataques homofóbicos e xingamentos por parte da torcida durante a arbitragem de um trio masculino, da categoria RX, no Mugo Games 2022, que aconteceu no dia 16 de outubro. Durante o episódio manteve sua postura profissional para não prejudicar os atletas, “Foquei neles e falei: eu preciso continuar”.


A judge fez Boletim de Ocorrência, acionou sua advogada e a organização do evento. O processo pela busca dos responsáveis pelos insultos continua, “Quando chegar é justiça e resolver da melhor forma”.


Apesar do ocorrido, Giovanna deixa uma mensagem para aquelas que querem iniciar no esporte: “Quando a gente diz que o crossfit é pra todos, realmente é pra todos, não tem divergência de homens e mulheres. As pessoas todos os dias te motivam a atingir seu objetivo seja ele qual for, entram aqui sozinhas e saem com uma família”.


 
 
 

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